Capítulo 11

Sobre os Apóstolos e Profetas (11-13)


Se alguém vier e vos instruir segundo o que foi dito acima, recebei-o bem. Mas, se depois o próprio instrutor se voltar e introduzir um ensinamento de natureza diferente e subversiva, não lhe deis atenção. Se, porém, o seu ensinamento tiver como objetivo promover a justiça e o conhecimento do Senhor, recebei-o como receberíeis o Senhor.

Quanto aos apóstolos e profetas, de acordo com as instruções do Evangelho, procedereis assim. Todo apóstolo que vier até vós deve ser recebido como o Senhor, mas não deve permanecer mais de um dia, ou dois dias, se realmente for necessário. Se permanecer três dias, é falso profeta. E, ao partir, o apóstolo não deve aceitar nada além de provisões suficientes para chegar ao seu próximo alojamento. Se pedir dinheiro, é falso profeta.

Enquanto um profeta estiver falando no Espírito, de modo algum deveis submetê-lo a testes ou verificações; todo pecado será perdoado, mas este pecado não será perdoado. Contudo, nem todos os que falam no Espírito são profetas, a menos que também manifestem os modos e a conduta do Senhor. É pelo seu comportamento que podeis distinguir o impostor do verdadeiro.

Assim, se um profeta, estando no Espírito, por acaso pedir algo para comer, ele não deverá realmente comê-lo; se o fizer, é um impostor. Além disso, mesmo que um profeta seja correto em seu ensinamento, se as suas obras não corresponderem às suas palavras, ele é um impostor.

Ou ainda, um profeta plenamente reconhecido e verdadeiro, vivendo o mistério da Igreja no mundo, pode, entretanto, deixar de ensinar os outros a imitarem o seu exemplo. Nesse caso, não deveis julgá-lo vós mesmos; o seu julgamento pertence a Deus. Os antigos profetas costumavam fazer coisas semelhantes.

Se algum profeta, falando no Espírito, disser: “Dai-me dinheiro (ou qualquer outra coisa)”, não lhe deis ouvidos. Por outro lado, se ele vos ordenar que o deis a outra pessoa que esteja necessitada, ninguém deve criticá-lo.